Pré-inscrição para stand no Espaço Empresarial AECBP | Feira de São Tiago 2024

A AECBP – Associação Empresarial da Covilhã, Belmonte e Penamacor volta a estar presente na edição de 2024 da Feira de São Tiago, com o seu Espaço Empresarial AECBP.

De 12 e 28 de julho, no Complexo Desportivo da Covilhã, temos a oportunidade de, em conjunto, promover o que de melhor se faz no nosso território.

O Espaço Empresarial AECBP, com localização privilegiada, congrega um conjunto de stands vocacionados para o comércio e serviços, dotado de logística própria e um ambiente acolhedor, dinâmico, animado e atrativo. O objetivo é potenciar a notoriedade das marcas locais, incrementar as vendas presenciais, recolher feedback dos clientes através de um atendimento personalizado, promover a sinergia nas parcerias de negócios e o convívio e interação social entre todos os participantes.

A pré-inscrição deverá ser efetuada através do link: https://forms.gle/XK5RpJ6dvTMRDiJk7

Entrevista ao sócio: Psicólogo Dr. António de Pádua

Q: Os serviços de psicologia são cada vez mais procurados, o que significa ser um psicólogo?

“Ser um psicólogo implica uma série de responsabilidades e compromissos. Primeiramente, significa estar preparado para compreender e lidar com as complexidades da mente humana, tanto em termos de funcionamento saudável quanto de dificuldades emocionais e psicológicas. 

Como profissional de psicologia, é fundamental desenvolver competências de escuta ativa, empatia e compreensão das experiências individuais de cada cliente. Isso implica criar um ambiente seguro e confidencial onde as pessoas se sintam à vontade para explorar seus pensamentos, sentimentos e comportamentos. Além disso, ser um psicólogo envolve manter-se atualizado com os avanços na teoria e prática da psicologia, participar em formação contínua e supervisionada, e aderir ao código deontológico que guie nossa conduta. 

Num contexto em que os serviços de psicologia são cada vez mais procurados, ser um psicólogo também implica lidar com uma diversidade de questões e necessidades, desde problemas de saúde mental até dificuldades relacionadas com a vida quotidiana. É importante estar preparado para adaptar abordagens e técnicas de intervenção de acordo com as necessidades específicas de cada cliente.

Em suma, ser um psicólogo é uma vocação que requer um compromisso constante com o bem-estar e o desenvolvimento pessoal dos outros, bem como uma abordagem holística e sensível às complexidades da condição humana.”

Q: Qual foi o percurso profissional que o(a) levou até aqui?

“O meu percurso profissional até ao momento foi marcado por uma paixão contínua pela compreensão da mente humana e pelo desejo de auxiliar os indivíduos. Realizei os meus estudos académicos, incluindo licenciatura e mestrado em Psicologia, no Brasil, onde adquiri uma sólida base de conhecimentos teóricos e práticos. Durante este período, participei em estágios e voluntariado em diversos contextos, desde instituições de saúde mental até grandes empresas, o que me permitiu aplicar e aprofundar os meus conhecimentos.

Após a conclusão da minha formação académica, comecei a trabalhar como psicólogo em várias instituições e contextos, incluindo consultórios privados, hospitais, escolas e organizações não governamentais. Esta diversidade de experiências possibilitou-me desenvolver competências em diferentes áreas da psicologia, desde a psicoterapia individual e de grupo até à intervenção com adultos mais velhos, migrantes e refugiados, assim como à avaliação psicológica e intervenção em crises. Na esfera da formação, tive a oportunidade de lecionar conteúdos de Psicologia em escolas profissionais e universidades. Além disso, como Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, tenho orientado estágios profissionais de novos psicólogos.

Ao longo do meu percurso, também investi na minha formação contínua, participando em cursos, workshops e supervisão clínica para aprimorar as minhas competências e manter-me atualizado com os últimos desenvolvimentos na área da psicologia. Além disso, tenho alguns artigos científicos publicados, bem como experiência como coautor em capítulos e organizador de livros.

Há mais de 4 anos, resido em Covilhã, onde estou a concretizar um sonho ao me dedicar ao Doutoramento em Psicologia Clínica e da Saúde e comprometer-me com a investigação na Universidade da Beira Interior. Portanto, o meu percurso profissional foi marcado por uma combinação de uma sólida educação académica, experiências práticas diversas e um compromisso contínuo com o desenvolvimento pessoal e profissional no campo da Psicologia.”

Q: Quais são as maiores dificuldades ou constrangimentos da sua profissão?

Tal como noutras profissões, os psicólogos também enfrentam desafios e constrangimentos que podem complicar a prestação dos seus serviços. Quem nunca ouviu a expressão “psicólogo é para maluco”? Um dos principais obstáculos é o estigma associado à saúde mental, que persiste e pode dificultar o acesso das pessoas aos cuidados psicológicos necessários.

O trabalho em psicologia também pode ser emocionalmente exigente, especialmente ao lidar com casos de trauma ou abuso, e os psicólogos precisam equilibrar o apoio aos seus clientes com a gestão do seu próprio bem-estar emocional.

As barreiras culturais e linguísticas também podem representar desafios, especialmente em contextos multiculturais. Portanto, embora a profissão de psicólogo seja gratificante, também apresenta desafios significativos que requerem habilidades, resiliência e compromisso por parte dos profissionais.”

Q: Tendo em consideração os diversos desafios e instabilidades atuais, quais são as situações que justificam a intervenção de um psicólogo?

“As situações que justificam a intervenção de um psicólogo podem variar amplamente, abrangendo desde questões de saúde mental até dificuldades emocionais e comportamentais. Aqui estão algumas situações comuns que podem beneficiar da intervenção de um/a psicólogo/a:

  1. Problemas de saúde mental: depressão, ansiedade, perturbação bipolar, esquizofrenia e perturbações de personalidade são exemplos de condições que frequentemente requerem intervenção psicológica.
  2. Trauma e eventos stressantes: Experiências traumáticas, como abuso, violência, perda de entes queridos, acidentes ou desastres naturais, podem causar sofrimento psicológico significativo e justificar a intervenção de um/a psicólogo/a.
  3. Problemas de relacionamento: Conflitos familiares, dificuldades conjugais, problemas de comunicação e questões de relacionamento podem ser abordados através da terapia de casal, terapia familiar ou psicoterapia individual.
  4. Dificuldades de ajustamento: Mudanças importantes na vida, como divórcio, perda de emprego, mudança de cidade ou país, podem desencadear dificuldades de ajustamento que podem ser geridas com o apoio da psicologia.
  5. Problemas de desenvolvimento: tanto crianças e adolescentes como pessoas idosas podem confrontar-se com obstáculos no seu desenvolvimento emocional, social e comportamental, os quais podem ser atenuados através de terapia infantil ou familiar para os primeiros, e estimulação cognitiva para as pessoas idosas.
  6. Questões de autoestima e identidade: Baixa autoestima, questões de identidade sexual ou de género, problemas de imagem corporal e dificuldades em aceitar-se podem ser trabalhados em terapia individual ou de grupo.
  7. Vícios e dependências: Dependência de substâncias, jogos de azar, compras compulsivas, entre outros comportamentos aditivos, podem ser tratadas por um/a psicólogo/a especializado/a em terapia de vícios.

Estas são apenas algumas das situações em que a intervenção de um/a psicólogo/a pode ser benéfica. Em geral, qualquer dificuldade emocional, comportamental ou interpessoal que esteja a causar sofrimento significativo ou interferir no funcionamento diário de uma pessoa pode justificar o apoio de um profissional de psicologia.”

Q: Abriu recentemente um consultório na Covilhã. Qual é a localização do mesmo? Quais são os pontos altos de estar/trabalhar nesta cidade?

“O gabinete de psicologia está localizado na Rua Conde da Covilhã, Lt D, nos rés do chão, nas instalações antigas da clínica de fisioterapia (Refiter). Esta é uma localização estratégica, oferecendo fácil acesso aos residentes locais e potenciais clientes. 

Como psicólogo, reconheço os benefícios únicos de viver e trabalhar na Covilhã. Esta cidade oferece uma mistura harmoniosa de elementos que promovem o bem-estar emocional e psicológico. A presença da Universidade da Beira Interior proporciona um ambiente intelectualmente estimulante, criando oportunidades de crescimento pessoal e profissional através de colaborações e interações com uma comunidade diversificada.

Além disso, a beleza natural da Covilhã, com as suas paisagens deslumbrantes e ar puro da serra, proporciona um ambiente propício para a reflexão, relaxamento e regeneração mental. Este ambiente tranquilo e inspirador pode ser um recurso valioso para a prática da psicoterapia, oferecendo um espaço sereno para os clientes explorarem os seus desafios emocionais e desenvolverem estratégias de enfrentamento eficazes. 

A rica história e cultura da Covilhã também desempenham um papel importante no trabalho psicológico. Através da exploração do património cultural da cidade, os clientes podem encontrar insights e conexões significativas com a sua própria identidade e história pessoal, contribuindo para processos terapêuticos enriquecedores e transformadores. Além disso, a qualidade de vida oferecida pela Covilhã, com uma comunidade acolhedora e ambiente seguro, pode ser um recurso vital para o bem-estar psicológico dos residentes. Uma vida equilibrada, com acesso a atividades ao ar livre, eventos culturais e uma rede de apoio social sólida, pode promover a resiliência emocional e o florescimento pessoal.

Por fim, o surgimento da Covilhã como uma cidade aberta ao empreendedorismo e inovação oferece oportunidades para psicólogos e psicólogas interessados em expandir as fronteiras da prática psicológica. O ambiente de inovação e criatividade pode inspirar novas abordagens e intervenções terapêuticas, contribuindo para o avanço da profissão e o bem-estar da comunidade.

Em suma, como psicólogo, vejo a Covilhã como um lugar onde a natureza, história, cultura e oportunidade se encontram, proporcionando um contexto enriquecedor para a prática da psicologia e uma qualidade de vida elevada para os seus residentes.”

Q: Gostava de partilhar uma mensagem de reflexão e apoio para aqueles que estão a ler esta entrevista?

“Claro, aqui está uma mensagem de reflexão e apoio para quem está a ler esta entrevista:

Estimado/a leitor/a, 

Em meio aos desafios e incertezas que todos enfrentamos, é fundamental reconhecer a força interior que reside em cada um de nós. Mesmo nos momentos mais difíceis, somos capazes de encontrar resiliência, coragem e esperança para superar os obstáculos que se apresentam em nosso caminho.

Cada desafio que enfrentamos é uma oportunidade de crescimento pessoal. É através das adversidades que crescemos, nos fortalecemos e nos tornamos mais resilientes. Não hesite em buscar apoio daqueles que o rodeiam, seja amigo, familiares ou profissionais de saúde mental. O apoio e a orientação de pessoas próximas podem ser fundamentais para atravessar momentos difíceis.

Lembre-se sempre do seu poder de superação. Acredite nas suas capacidades e confie na jornada que está a percorrer. Apesar das dificuldades, há sempre uma luz no fim do túnel. Mantenha-se firme na sua jornada em direção ao bem-estar emocional e saiba que não está sozinho. Estamos aqui para apoiá-lo e ajudá-lo a superar qualquer obstáculo que possa surgir no seu caminho.

Que esta mensagem sirva como um lembrete do seu valor e da sua capacidade de enfrentar os desafios da vida com coragem e determinação. Conte comigo para te auxiliar nessa jornada rumo ao seu bem-estar psicológico e ao crescimento pessoal.

Um abraço fraterno,

Dr. António Oliveira”

Entrevista ao sócio: Helga Sequeira da Florista Jardim

Q: Pode contar a história por detrás do seu negócio?

“Este estabelecimento tem uma longa história na Covilhã e, quando surgiu a possibilidade de assumir o negócio, foi algo que não queria perder.

Passei meses em formação e quando finalmente chegou o momento, os antigos proprietários transferiram a responsabilidade da loja para mim.

Percebi que esta era a oportunidade de possuir algo meu, um espaço onde poderia dar asas à criatividade e ser autenticamente eu mesma.”

Q: Qual foi o percurso profissional que o(a) levou até este estabelecimento?

“Desde pequena que adoro flores. Residi em Moçambique durante a minha infância, recordo-me de observar uma diversidade impressionante de flores e plantas e eu só desejava aprender sobre aquilo tudo.

Na minha volta a Portugal, explorei diferentes empregos na área do comércio e da restauração. Apesar do meu fascínio pelas flores, nunca considerei seguir profissionalmente nesta área. No entanto, quando a oportunidade de criar o meu próprio negócio surgiu, aceitei sem hesitar.

Foi uma experiência totalmente nova para mim, mas tenho gostado bastante. Ser profissional em arte floral não é tarefa fácil, estou em constante aprendizagem, pois há sempre algo novo e fascinante para descobrir.”

Q: Quais foram os obstáculos ultrapassados que hoje definem a resiliência do seu negócio?

“Não é um negócio fácil, mas algo que é fácil geralmente não vale a pena. Equilibrar as encomendas com os pedidos aos fornecedores no início foi um desafio, apesar da minha formação. Reconheço que foi necessário um período de adaptação.

Algo comum quando se trata de lojas que mudam de gerência é reconquistar os clientes. Surgem dúvidas e ceticismo, mas acredito que lidei bem com isso. Quero atrair clientes com algo único, e penso que a loja atualmente espelha essa perspetiva.”

Q: O seu comércio deixa uma marca inovadora na Covilhã. Quais são os pontos altos de estar/trabalhar nesta cidade?

“Sempre adorei a Covilhã, mesmo não sendo daqui, sinto-me parte desta cidade. É um lugar especial, tranquilo, longe da agitação das grandes cidades. Aqui, toda a gente se cumprimenta, tenho clientes regulares, é algo único. E hoje em dia, podemos partilhar e dar a conhecer o nosso trabalho em qualquer parte do mundo.”

Q: Tendo em consideração os diversos desafios e dificuldades que o comércio tradicional e local enfrenta na atualidade, quais são as suas perspetivas para o futuro?

“Cada arranjo que faço deve ser especial, quero explorar constantemente novas ideias para aprimorar o meu trabalho. Na arte floral, há sempre espaço para inovações e novos conceitos, e é por isso que o meu lema é estar sempre aprender. Detesto a ideia de ficar estagnada, então aproveito cada oportunidade que tenho para participar em formações.

Um dos desafios é a situação económica atual do país, que também a afeta o preço das flores e dos materiais. As pessoas esquecem-se disso. Sim, as flores era mais baratas, mas isso foi há um ano. Infelizmente, ficou tudo mais caro.

Outro desafio é tentar atrair clientes usando materiais amigos do ambiente. Os clientes mais tradicionais estão acostumados com o plástico, o que é normal, mas quero encontrar maneiras de utilizar materiais mais sustentáveis.

Afinal, isso é o futuro. O problema é que esses materiais tendem a ser mais caros.

O meu objetivo é continuar com o meu trabalho. Tenho o negócio há um ano, nunca irei parar e vou oferecer sempre o melhor aos clientes. Estou a trabalhar na criação de um Website, que, além das redes sociais, é uma outra ferramenta importante para divulgar o meu trabalho.”

Entrevista ao sócio: Luís Miguel Paiva da Curiosidades & Dicas

Q: Pode contar a história por detrás do seu negócio?

“É com imenso orgulho que marcamos presença aqui na cidade da Covilhã. A nossa jornada iniciou há 12 anos na zona da Anil, operávamos inicialmente como revendedores para todo o país.

Os bons resultados motivaram-nos a expandir para a venda direta ao público. Embora a Anil não tenha sido tão bem-sucedida, percebemos que o centro da cidade era o local dos nossos sonhos. Eu mesmo nasci e fui criado na Rua Capitão Alves Roçadas, e quando surgiu a oportunidade, inauguramos a nossa loja aqui no coração da cidade. Adoramos ouvir o sino da igreja e absorver a atmosfera única do centro da cidade, onde pretendemos continuar a crescer.

Já podíamos escrever um livro, construímos uma marca consolidada. Com cerca de 100 mil seguidores no Facebook e uma média de 50 novos clientes por dia, empenhamo-nos em oferecer qualidade, recusando a abordagem de “bom e barato”. Acreditamos que a qualidade é sempre compensadora.

Somos ativos no setor iluminação LED, atendendo até mesmo multinacionais. A maior parte da nossa faturação, cerca de 90%, provém de profissionais em que o grau de exigência é maior. Dada à nossa localização e à população envolvente, cada vez mais apostamos nos produtos de bem-estar e saúde. Atualmente, com orgulho, afirmamos ser a melhor empresa em capas de sofá e capas de cadeira.

Investimos significativamente na satisfação do cliente, dedicando a primeira hora da manhã a responder às suas interações nas nossas redes sociais. Para nós, um cliente satisfeito é a bússola que orienta a nossa empresa, sendo sempre a nossa prioridade.”

Q: Qual foi o percurso profissional que o(a) levou até este estabelecimento?

“Possuo o 9ºano de escolaridade, realizei um curso na Modatex e posteriormente, ganhei experiência na Fitcom, onde acumulei uma bagagem valiosa ao longo de 7 anos. Trabalhar numa empresa têxtil foi enriquecedor, não apenas profissionalmente, mas também pessoalmente, deixando para trás não apenas colegas de trabalho, mas uma verdadeira família e uma porta sempre aberta.

A vida é surpreendente, nunca imaginei que venderia tantos tecidos após trabalhar em controlo de qualidade.

O meu percurso profissional não inclui licenciaturas ou doutoramentos, mas acredito firmemente que a determinação e a vontade de sair da zona de conforto superam qualquer grau académico.

Quis sair do ordenado mínimo e procurar algo mais, decidimos aventurar-nos e não nos arrependemos. Ser empresário nos dias de hoje é desafiador, exigindo dedicação desde as primeiras horas da manhã até à noite, incluindo os fins-de-semana. Contudo, estamos orgulhosos do percurso que trilhamos e das conquistas alcançadas.”

Q: Quais foram os obstáculos ultrapassados que hoje definem a resiliência do seu negócio?

“Enfrentámos numerosos desafios, talvez seja a empesa mais complexa, embora isso possa parecer estranho para quem nos ouve. A gestão torna-se desafiadora devido à diversidade de produtos, ao extenso stock, às despesas consideráveis e ao investimento significativo que realizamos.

Mas ser Curiosidades & Dicas é fazer mesmo uso do nome, não é tarefa fácil, dada a variedade de vertentes de negócio, desde a eficiência energética até bem-estar e saúde.

Diariamente, enfrentamos uma verdadeira batalha. A nossa dedicação constante em inovar aliada ao bem-estar do cliente é o nosso foco.”

Q: O seu comércio criou raízes na Covilhã. Quais são os pontos altos de estar/trabalhar nesta cidade?

“A qualidade de vida, o ar puro e ausência de stress no trânsito…

Alguns clientes questionam-me se não tenho loja em Lisboa ou no Porto, mas para nós, a Covilhã é a verdadeira capital em termos de qualidade de vida. É algo que nos inspira diariamente para elevarmos a nossa cidade e levá-la além fronteiras.”

Q: Tendo em consideração os diversos desafios e dificuldades que o comércio tradicional e local enfrenta na atualidade, quais são as suas perspetivas para o futuro?

“Para nós são ótimas, não faz sentido reclamar se não tomarmos medidas para melhorar. Procuramos constantemente sair da zona de conforto, arriscar e investir nas redes sociais.

Não basta apenas esperar pelo cliente nos dias de hoje.

Certamente, a associação também tem feito um trabalho significativo para promover o comércio tradicional. No entanto, é crucial unir cada vez mais esforços e sinergias, aproveitando a experiência de uns e de outros, para que todos possamos crescer em conjunto.”

Entrevista ao sócio: Fernando Teotónio do Minimercado Teotónio

Q: Pode contar a história por detrás do seu negócio?

“Começou há mais de 50 anos com os meus pais, como uma pequena loja de aldeia.

Ao longo do tempo foi sofrendo várias remodelações até chegar à configuração de hoje, expandimos para outra vertente de negócio, com a implementação de uma salsicharia e de um armazém que serve de apoio à loja e à distribuição para revenda.”

Q: Qual foi o percurso profissional que o(a) levou até este estabelecimento?      

“Crescemos gradualmente dentro do negócio e, quando chegou o momento, assumimos a liderança do negócio fundada pelos meus pais. Expandimos a área de atuação e renovamos o supermercado, que permanece até hoje.”

Q: Quais foram os obstáculos ultrapassados que hoje definem a resiliência do seu negócio?

“O maior obstáculo que enfrentámos foi o boom dos hipermercados, que começaram a “roubar” os nossos clientes. No entanto, superámos essa adversidade por meio de constantes remodelações e, principalmente, ao integrar o nosso negócio em grupos de compras que nos asseguravam preços competitivos.

Atualmente, fazemos parte de um grande grupo, Unimark, que continua a expandir-se. Trabalhando em conjunto, conseguimos adotar uma postura bastante agressiva no mercado.”

Q: Tendo em consideração os diversos desafios e dificuldades que o comércio tradicional e local enfrenta na atualidade, quais são as suas perspetivas para o futuro?

“O futuro no comércio tradicional permanece muito incerto, especialmente nos meios mais pequenos, onde nos debatemos com vários problemas. No entanto, acredito que, como apoio do grupo vamos conseguir continuar a desenvolver a nossa atividade.

Tenho a sincera esperança de conseguir manter os postos de trabalho e a nossa clientela atual.”

Entrevista ao sócio: Rosa Rabasquinho da Casa Jójó

Q: Pode contar a história por detrás do seu negócio?

“A história do meu negócio, já tem muitos anos, já tem mais de 40 anos.

Na altura acabei a escola industrial e vim trabalhar com um primo, foi na altura em que ele começou a trabalhar com móveis, abriu uma casa de móveis e eu acabei por vir trabalhar no atendimento. Acabei por ficar à frente do negócio porque ele tinha outros negócios e entretanto, passado uns anos, atingiu um ponto de saturação e quis passar a loja e eu acabei por ficar com ela.

Já são muitos anos a servir a cidade!”

Q: Quais foram os obstáculos ultrapassados que hoje definem a resiliência do seu negócio?

“Já passámos por algumas dificuldades, não existem muitos apoios, e há alturas em que o comércio está bastante em baixo, com pouca procura, e nessa altura precisaríamos de certos apoios que não temos tido.

Mas temos de ser resilientes e dinamizar o nosso estabelecimento ao máximo.”

Q: O seu comércio criou raízes na Covilhã. Quais são os pontos altos de estar a trabalhar nesta cidade?

“Nunca trabalhei noutra localidade. Para mim, a cidade é mais do que um local de trabalho, é um ponto central na minha vida.

Defendo veementemente o desenvolvimento da nossa cidade e, sem dúvida, tenho um carinho especial por esta zona, repleta de história. É lamentável que a zona histórica tenha sido esquecida durante muitos anos, mas recentemente começaram a lembrar-se de nós.

Mesmo estando muito próximo do pelourinho, encontramo-nos nas traseiras da câmara municipal, muitas vezes ofuscados pelo comércio da Rua Direita.”

Q: Tendo em consideração os diversos desafios e dificuldades que o comércio tradicional e local enfrenta na atualidade, quais são as suas perspetivas para o futuro?

“Sinceramente, esperamos que a situação melhore um pouco, mas é uma incógnita. Torcemos para que as coisas não piorem e que haja apoio para que não enfrentemos mais uma crise, considerando tudo o que já vivemos.”

 

 

Associadas da AECBP distinguidas com o estatuto PME Excelência 2022

O estatuto PME Excelência é uma iniciativa do IAPMEI- Instituto de Apoio a Pequenas e Médias Empresas e à Inovação e do Turismo de Portugal, em parceria com um conjunto de bancos parceiros e as Sociedades de Garantia Mútua, sendo este estatuto uma distinção atribuída anualmente a um leque restrito de empresas.

Nesta edição foram distinguidas 3922 empresas, das quais 49 pertencem ao distrito de Castelo Branco representando vários setores de atividade.

A AECBP vem, por este meio, enviar as mais sinceras felicitações às empresas nossas associadas que obtiveram este reconhecimento.

Entrevista ao sócio: Ilídio Fernandes da Ourivesaria Fernandes

Q: Pode contar a história por detrás do seu negócio?

“A Ourivesaria Fernandes é uma ourivesaria e relojoaria com uma história longa de tradição no comércio de jóias na cidade da Covilhã. Foi fundada pelos meus pais, Ilídio Fernandes e Amélia, em 1948.

A loja encontra-se hoje no concelho da Covilhã. É conhecida pela sua dedicação a artigos de joalharia e relojoaria, dando especial atenção aos pormenores. A Ourivesaria Fernandes é uma empresa de renome, que serve a comunidade local e os clientes da Beira Baixa há várias décadas.

A história da nossa empresa em si começa quando o meu pai, Ilídio Fernandes, regressou do serviço militar obrigatório e escolheu a Covilhã para iniciar o seu negócio, seguindo os passos da sua família de ourives em Febres (Cantanhede). A primeira loja foi aberta no histórico edifício do Hotel Solneve, o principal hotel da cidade na época e de paragem obrigatória para quem subia até à Serra da Estrela.

Na década de 60, com o início do declínio da indústria têxtil na Covilhã e a diminuição do poder de compra na região, ele arriscou-se em Angola e Moçambique como representante de relógios e outros bens relacionados à ourivesaria, enquanto a minha mãe permaneceu na Covilhã, continuando a gerir o negócio que construíram juntos.

Em 1977, eu decidi juntar-me aos meus pais na Covilhã. Com a introdução dos relógios Quartz, que revolucionaram a indústria relojoeira da época, a Ourivesaria Fernandes entrou numa nova era, sempre à procura de trazer os melhores produtos de joalharia à Covilhã.

Na década de 90, a loja expandiu-se, ocupando também as instalações contíguas da prestigiada loja “Sonho Dourado”. Manteve-se lá até agosto de 2010, quando os comerciantes locais começaram a procurar oportunidades na “zona nova” da cidade, impulsionada pela abertura do Serra Shopping.

Abracei o desafio de abrir uma segunda loja neste novo centro comercial a 26 de novembro de 2005, oferecendo aos clientes mais uma opção para encontrar os seus artigos exclusivos e serviços especializados.”

Q: Qual foi o percurso profissional que o levou até aqui?

“O percurso foi familiar, de geração em geração. Em 1977, após ter estudo em Lisboa, comecei a trabalhar na ourivesaria. Comigo trouxe novas ideias e uma visão inovadora para o negócio. Atualmente sou o gerente.”

Q: Quais foram os obstáculos que hoje definem a resiliência do seu negócio?

“A pandemia afetou toda a gente, mas para nós não houve problemas porque estivemos fechados. E agora cá estamos.”

Q: O seu comércio criou raízes na Covilhã. Quais são os pontos altos de estar a trabalhar nesta cidade?

“No Serra Shopping há mais clientes. Com esta localização, atingimos um público maior do que se estivéssemos na rua.”

Q: Tendo em consideração os diversos desafios e dificuldades que o comércio tradicional e local enfrenta na atualidade, quais são as suas perspetivas para o futuro?

“As perspetivas para o futuro é continuar a atualizar os nossos produtos/marcas. Desde o início que sempre vendemos jóias e relógios, mas estamos sempre a inovar. Aliás, nos dias de hoje, a Ourivesaria Fernandes continua a ser uma marca de renome na Covilhã.

Conta com duas lojas e um escritório localizados na cidade, comigo e com Miguel Fernandes na liderança. Deste modo, asseguramos a continuidade do negócio no seio familiar.

Somos e vamos continuar a ser conhecidos pela tradição, qualidade das jóias e serviços personalizados. Vamos também manter-nos fiéis aos valores familiares que duram há mais de setenta anos.”